VERSÃO LITERÁRIA

 
 

Diário de Bordo – Versão Literária

 

Me chamo Júlia Grijó, tenho 26 anos e me formei em Artes Visuais. O aprendizado de novas línguas foi uma constante em minha vida desde minha infância, e o inglês foi o ponto de partida. Sempre fui fascinada pela comunicação entre diferentes línguas, pelas equivalências e pela falta delas. A carreira de tradutora me atraiu, como uma alternativa e uma nova empreitada.

 

Decidi, por isso, me matricular no curso de Tradução de Inglês, onde descobri quais vertentes da carreira mais me atraem e em quais melhor me encaixo. Fazer versões literárias é interessante e desafiador; eu considero meu nível de inglês avançado, e acreditei que seria tão simples quanto traduzir para o português – o que, é claro, não é bem verdade.

 

Continuo interessada no ramo, mesmo assim, e foi a parte do trabalho de conclusão de curso que elegi. Os textos originais, por serem histórias infantis, têm uma linguagem mais simplificada e mais acessível ao público jovem; por esse motivo, não houve tanta dificuldade em transportar as histórias para o inglês quanto, eu imagino, haveria em textos mais complexos.

 

A primeira história que traduzi, cujo título é “O Coelhinho que não era de Páscoa” (The Not-Easter Bunny), apresentou alguns desafios. Quanto aos nomes – deveria eu traduzir os nomes dos personagens, para que mantivessem o sentido de familiaridade? Como transmitir as pequenas e singelas rimas, soltas pelo texto original – e inclusive, essas rimas deveriam ser traduzidas? Como manter as frases curtas, próprias a serem encaixadas no meio de desenhos grandes, e não suprimir as mensagens contidas nelas? Como manter a sensação de “poema” do texto?

 

A segunda história, “O Peixinho e o Gato” (The Little Fish and the Cat) tem um formato diferente, de prosa – as frases são maiores, e os parágrafos, apesar de pequenos, existem. A dificuldade maior, para a minha surpresa, foi decidir como usar a palavra fish e seu plural – segundo o dicionário, o plural de fish é fish, mas em alguns casos, fishes pode ser usado. A tradução de “cardume” (school) me causou estranheza, também, por isso não a usei. No todo, traduzir esse texto foi menos estimulante que o anterior.

 

Ao final do trabalho de tradução (versão!), cheguei à conclusão que realmente gosto do processo e do resultado, dos desafios e de vencê-los - e quero continuar trabalhando e me aperfeiçoando como tradutora.

 

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